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domingo, 18 de abril de 2010

NECTAR - JOANA VASCONCELOS

Herman José regressou à RTP com um novo talk-show, no serão de sábado – ontem. Venho falar dessa estreia, porque uma das pessoas convidadas foi Joana Vasconcelos, artista que muito aprecio e tem estado em destaque nos meus blogues, com algumas fotos das suas maravilhosas obras. Hoje apresento mais algumas fotos das muitas que tenho, captadas na visita à sua exposição no CCB, neste momento.
O humorista perguntou-lhe como ela iniciou a sua actividade profissional e ela respondeu: andar de patins no “Continente”, algo que muitas pessoas não imaginavam, nem eu.
Joana Vasconcelos (Paris, 8 de Novembro de 1971) é uma artista plástica portuguesa contemporânea, considerada como uma das mais marcantes da última década. Formou-se no AR.CO, em 1996. Trabalha frequentemente com a escultura e a instalação. A sua mais famosa obra, Nectar (tenho foto desta obra) pertence à Colecção Berardo e está exposta no Museu Colecção Berardo, instalado no CCB. Muitos dos seus trabalhos estão patentes em colecções privadas europeias. Na Bienal de Veneza, em 2005, a artista representou Portugal com A Noiva. Já ganhou diversos prémios, incluindo o concurso do Museu Berardo. Em 30 de Junho de 2009, uma das suas obras intitulada "Coração Independente Dourado" foi leiloada na Christie's por 192 mil euros. A peça foi arrematada por uma coleccionadora britânica anónima, que a emprestou ao Museu Berardo, em Lisboa. (texto da net)

Ao falar de algumas das suas obras, referiu-se à que está junto às escadas que descemos para apreciar a sua magnífica obra - “A Noiva” – um lustre que tem 4,70m, mas ao invés de ser de cristal ou de pingentes de vidro, foi construído com 20 mil tampões OB, como se pode ver na minha foto. Segundo Joana, o plástico com que são revestidos esses objectos reflecte a luz quase tão bem como o vidro.
Falou também que pediu ao seu pai um empréstimo de certa quantia para comprar 280 espanadores, com os quais fez a obra que também mostro nas minhas fotos. Falou e foi mostrada uma imagem da “Varina” – uma tolha exposta na Ponte D. Luís, no Porto e que já tinha tentado levar essa tolha para ser colocada na Torre Eiffel, em Paris, mas o pedido foi recusado. Falou sobre a “cama vallium” em que a parte do lençol é feita com embalagens de 5mg e a parte do cobertor é feita com as de 10mg. Fiquei fascinada com uma obra para mim desconhecida, vi-a ontem pela 1ª vez, um piano e respectivo banco cobertos em crochet – fabuloso trabalho.
Flores do Meu Desejo (1996)
Espanadores, ferro metalizado e pintado, rede tremida metalizada e pintada
"É uma das peças mais antigas. Foi feita no último ano da escola [Ar.Co] para uma exposição na Estufa Fria e marca o início da minha carreira. Tem um discurso à volta da vida caseira, do interior e de um lado mais público e violento. Os espanadores [280] custaram 48 contos, tive de pedir ajuda financeira ao meu pai. Foi com grande convicção que a fiz e é com grande prazer que a volto a ver. Estava na colecção Pedro Cabrita Reis e não era mostrada há mais de dez anos."
(texto da net)
A Noiva (2001-2005)
Tampões OB, aço inox, fio de algodão, cabos de aço
"A Noiva [um lustre composto de 20 mil tampões] é a princesa e está à entrada do Museu. Vai acompanhar-me sempre. Em termos de design, é fantástica porque representa o luxo. Os lustres são conhecidos em todo o mundo, adornam casas, palácios e restaurantes. Por outro lado, há a simbologia das tradições relacionadas com a mulher, a ideia da pureza e virgindade até ao casamento. Portanto há estes dois aspectos: um mais pessoal e outro ligado ao design, à moda. Continua sempre actual porque essas coisas não vão desaparecer da nossa sociedade de um dia para o outro."
(texto da net)