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domingo, 5 de setembro de 2010

DISCURSO DE ZURIQUE - WINSTON CHURCHILL

Ao passear pelas ruas de Zurique, deparei-me com esta placa, à frente da porta de entrada deste edifício que se vê na imagem abaixo, que faz referência a Winston Churchill - ouvindo atentamente as explicações do Guia e, fazendo as minhas pesquisas diárias, explico a que se deve esta placa.


Foi proferido faz este mês precisamente 64 anos - mas podia perfeitamente ter sido proferido no dia de hoje, tal a actualidade subjacente ao seu conteúdo. Referimo-nos ao discurso que, em Zurique, a 19 de Setembro de 1946 - Winston Churchill proferiu, e que ficou conhecido como «Discurso de Zurique». Nele, Churchill chama a atenção dos Estados europeus para a necessidade de se unirem, criando uma estrutura regional que eventualmente se poderia chamar Estados Unidos da Europa. O Discurso de Zurique proferido por Winston Churchill constitui um verdadeiro hino à causa da Europa. Merece a pena conhecer em pormenor e na íntegra esta verdadeira peça literária que não pode ser esquecida ou ignorada em qualquer texto ou estudo onde a causa europeia constitua objecto central.
«Desejo falar–vos, hoje, sobre a tragédia da Europa. Este nobre continente, englobando no seu todo as mais agradáveis e civilizadas regiões da Terra, gozando de um clima temperado e equilibrado, é a terra natal de todas as raças originais do mundo ocidental. É a fonte da fé cristã e da ética cristã. É a origem da maior parte da cultura, das artes, da filosofia e da ciência tanto dos antigos como dos modernos tempos. Se a Europa tivesse alguma vez ficado unida na partilha do seu património comum, não haveria limite à felicidade, à prosperidade e à glória dos seus trezentos ou quatrocentos milhões de habitantes. Mas foi da Europa que jorrou essa série de assustadoras quezílias nacionalistas, originadas pelas nações teutónicas, a que nós assistimos ainda neste século XX e no nosso tempo, arruinando a paz e frustrando as expectativas de toda a humanidade. E a que situação foi a Europa reduzida? Alguns dos mais pequenos Estados fizeram, na realidade, uma boa recuperação, mas, sobre largas áreas, uma vasta e agitada massa de atormentados, famintos, ansiosos e desnorteados seres humanos olham pasmados, das ruínas de suas cidades e de seus lares, esquadrinhando os negros horizontes por algum novo perigo, tirania ou terror. Por entre os vencedores há uma babel de vozes dissonantes; por entre os vencidos o mal humorado silêncio do desespero. É tudo o que Europeus, agrupados em tantos antigos Estados e nações, é tudo o que os Poderes Germânicos obtiveram rasgando–se uns aos outros, espalhando destruição em todo o redor. De facto, mas também por que a grande República de além Atlântico compreendeu, à distância, que a ruína ou escravização da Europa envolveria também a sua própria sorte e estendeu o seu auxílio e orientação, os Tempos Negros recolheram toda a sua crueldade e miséria. Que poderão ainda voltar. Mas, ainda é tempo para um remédio que, se genérica e espontaneamente adoptado, poderá, como por milagre, transformar todo o cenário, podendo em poucos anos fazer toda a Europa, ou grande parte dela, tão livre e feliz como a Suíça o é nos dias de hoje...»

Um carro que chamava a atenção de todos, estacionado numa praça em Zurique.

sábado, 21 de agosto de 2010

FRAUENBAD - ZURIQUE

Hoje encontrei este pensamento de "Diderot" muito expressivo e verdadeiro em relação aos meus sentimentos e emoções sempre que viajo, é que antes de lá chegar, eu já lá estou...ai, se estou...e depois de regressar a casa, ainda lá fico muito tempo...
Diderot
Comecei nos finais de Junho, a escrever sobre esta viagem de férias, só que entretanto outros acontecimentos fizeram com que tenha interrompido a história das minhas férias; espero que desta vez não haja mais interrupções. Nesta 1ª foto, foi logo assim que o autocarro nos deixou em Zurique junto ao Lago, pode-se ver "FRAUENBAD". O guia explicou o seguinte:
“Frauenbad”, mais antigo balneário da cidade. Construído em 1837 como uma “casa de banho para senhoras” no Rio Limmat, a facilidade é exclusivamente reservada para mulheres até os dias de hoje, seguindo a tradição secular. De dia, somente mulheres são aceitas, porém à noite, o local abre suas portas a todos os visitantes e oferece uma pequena biblioteca, uma loja e um quiosque com sanduíches e sucos naturais. Além disso, sessões de shiatsu, Qigong Yangsheng e massagens tradicionais podem ser solicitadas mediante reserva.
Acomoda cerca de 150 pessoas. O quiosque serve café, água mineral, saladas e doces. À noite o balneário se transforma no Barfussbar, que apresenta grande variedade de eventos culturais.
Nesta foto vê-se a marina com os barcos cobertos e novamente "Frauenbad". O Frauenbad está localizado na Stadthausquai, e é basicamente um espaçoso deck de madeira flutuante sobre o rio Limmat, a cerca de 400m de distância de onde o rio começa a fluir para fora do lago. É uma oportunidade única para relaxar num ambiente nostálgico e desfrutar de uma vista da cidade.

Na foto, um barco típico que faz viagens no Lago de Zurique. Ao fundo, os Alpes cobertos com alguma neblina.

No relógio vê-se que eram 08h 45m, numa manhã um pouco fresca e bem cedo, já estavamos neste lugar, depois de despertarmos de um sono repousante e de ter comido um suculento pequeno-almoço - o dia começa bem cedo.
A Bahnhof-Platz é a praça central dos tradicionais trolleys azuis de Zurique e embarcar num deles é uma excelente opção para fazer um passeio - o que, realmente não aconteceu, por isso, numa próxima ida a Zurique não vou perder essa oportunidade.
Há que esquecer o autocarro moderno de tecto aberto, pois os trolleys clássicos em Zurique levam os passageiros pela cidade em aproximadamente duas horas e mostrar os verdadeiros destaques da cidade, incluindo a Bahnhofstrasse, uma secção da Old Town, a Igreja Fraumünster com as suas famosas janelas Chagall e as vistas dos Alpes a partir do melhor ponto do lago. Uma dica – sentar-se no lado direito do trolley. A maior parte das coisas de interesse estão deste lado!