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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

PENÍNSULA DE TRÓIA (Passeio no Sado)

Tal como tinha prometido é este o último post sobre o maravilhoso passeio no rio Sado. Nesta imagem o barco aproximava-se do vasto areal da Península de Tróia.
Situada numa zona de grande beleza natural, a Península de Tróia é uma faixa de areia dourada com cerca de 17km de comprimento e 1,5km de largura, rodeada por um mar azul que faz deste local um destino privilegiado para momentos de lazer. As praias de Tróia são famosas pela sua tranquilidade e boas condições que oferecem a todos os visitantes, usualmente praias de larga extensão que consagram espaço e condições para todos. Este é um local ocupado pelo homem desde tempos antigos, sendo no período de ocupação Romana uma ilha do delta do Sado, denominada de Ilha de Acála, sendo ainda hoje visíveis as Ruínas Romanas de Tróia que atestam este período histórico, nomeadamente desde o século I d.C..

Tróia serviu então, durante muitos séculos e no encaminhamento da utilização dada pelos Romanos, como um local industrial de salga e conserva de peixe e de funções piscatórias em geral, tendo no século XVIII tido lugar escavações arqueológicas que confirmaram a existência de antigos pequenos aglomerados residenciais. Hoje em dia Tróia oferece as mais variadas infra-estruturas e serviços, entre alojamento, restauração, parque de diversões, campos de ténis e golfe, entre outras, estando a decorrer uma profunda remodelação urbano-paisagística que pretende remodelar as construções decorridas nas décadas de 60 e 70 do século XX, destinadas a um turismo de massas, entretanto degradadas.


Apenas a uma hora do Aeroporto de Lisboa, esta moderna estância está virada para o Estuário do Rio Sado e impressiona com o seu design singular, assim como com a sua localização na península de Tróia.
Mesmo ao lado da marina, o Tróia Design Hotel dispõe de inúmeros quartos e suites luxuosos. Observe os golfinhos da sua varanda a saltitar no mar ou assista a algum programa na sua televisão de ecrã plano. Todos os quartos foram concebidos tendo o seu conforto em mente e possuem distintas mobílias contemporâneas. O Tróia Design Hotel também apresenta um amplo centro de conferências e local de exposições, perfeitos para eventos especiais de qualquer tipo.

Nesta imagem: O Tróia Design Hotel é um resort contemporâneo de 5 estrelas composto por 61 quartos de luxo e 144 suites residenciais com vistas magníficas para o mar e para a enigmática Serra da Arrábida. Assume a sua imponência através dos seus 14 pisos, varandas ondulantes e uma fachada comunicante com a outra margem através de um sistema de iluminação inovador.

Nesta minha foto podemos ver o constante movimento de barcos que fazem a ligação das duas margens: Setúbal e Tróia.
Começando pela famosa travessia por ferry-boat que liga Setúbal a Tróia, muito há para descobrir e usufruir na Península de Tróia, entre belas e calmas praias a pequenas aldeias de pescadores, como a Carrasqueira, que mantêm as suas típicas casas e tradições piscatórias, que importam conhecer e preservar.

domingo, 1 de agosto de 2010

PEDRA DA ANICHA - ARRÁBIDA

A pouco mais de meia hora de Lisboa, o Parque Natural da Arrábida oferece excelentes oportunidades de contacto com a natureza e de observação de aves. Após o recente alargamento, o parque estende-se actualmente desde a zona do Outão (perto de Setúbal) até ao Cabo Espichel. A parte central do parque, chamada Serra da Arrábida, é uma zona de grande beleza, que culmina a 500 metros no pico do Formosinho e desce abruptamente sobre o mar.
A viagem continuava e podíamos avistar do rio algumas preciosidades como este "Palácio" com varandas forradas de riquíssimos azulejos trabalhados, de cor azul, e que fica junto ao "Parque das Merendas".
Nos últimos anos foram construídos 3 túneis, para circular com mais protecção, junto às arribas da serra. A Serra da Arrábida e todos que a visitam e amam já mereciam esta obra há muito tempo.


Apesar da sua pequena dimensão, o Portinho da Arrábida tem três locais de interesse: o Museu Oceanográfico, a Pedra da Anicha e, claramente a mais conhecida, a praia do Portinho da Arrábida.
Pedra da Anicha - é uma afloramento rochoso, pertencente a uma antiga linha de costa, a 100 metros da praia e é Reserva zoológica do Parque Natural da Arrábida, pela sua fauna marinha e algumas algas.

Todo o local onde se situa o "Velho Convento" (onde estão as Ermidas) e o "Novo Convento" (onde se efectuam encontros e reuniões importantes), está na posse da Fundação Oriente que tem efectuado obras de restauro para preservação do grande património histórico/cultural.
A própria estátua do "Senhor dos Aflitos" da Ermida, vai ser toda restaurada por especialistas em arte antiga, pois que um devoto há alguns anos atrás resolveu pintá-la com tinta de óleo julgando estar a fazer um bom trabalho de conservação. Por esse e outros motivos (vandalismo, roubos, etc.) o livre acesso foi vedado e quem desejar visitar o lugar terá primeiro de marcar por telefone a respectiva visita que será acompanhada pelo guarda do Convento que se disponibilizará para o efeito.
O contacto é: 212197620 ou 212197628.
Este é um lugar de Mistério da grandiosa "Serra-Mãe" (como lhe chamava Sebastião da Gama) cuja energia se sente como algo vindo do interior que transmite paz de espírito e convida à reflexão perante a maravilhosa paisagem que se apresenta também à nossa visão.
Apenas farei mais um post sobre este maravilhoso passeio pelo rio Sado, para terminar esta série de imagens e textos, que penso ter agradado a todos que já conhecem este lugar magnífico, bem como àqueles que ainda não conheciam. Todas as fotos são de minha autoria.

sábado, 17 de julho de 2010

RIO SADO - CONVENTO DA ARRÁBIDA

A viagem continua em direcção ao "Portinho da Arrábida" e aqui passamos ao largo da "Praia da Figueirinha"; este amigo de desportos náuticos passou muito perto do nosso barco.

Na próxima foto vê-se uma imagem do "CONVENTO", onde foram rodadas cenas do filme "O Convento" - é um filme luso-francês, uma longa-metragem de ficção realizada por Manoel de Oliveira no ano de 1995
A trama desenrola-se num misterioso convento isolado na serra da Arrábida. Michel, investigador americano procura indícios de que William Shakespeare era Judeu espanhol. Acompanhado pela mulher, Helène lá ficam algum tempo, vindo-se a envolver de forma estranha com os restantes inquilinos do convento.
É mais um filme de sucessivos planos longos, focando objectos, estátuas do monumento e os gestos, as palavras, dos actores. Toda a construção visual do filme é de uma extrema lentidão, em contraste com o desenrolar da história, a qual é abrupta e inconstante. Uma das cenas mágicas é quando Helène e Baltar caminham no meio do arvoredo, acompanhados pela câmara em "traveling", não se sabendo muito bem porque ali estão e o que irão ali fazer.
Com a participação de Catherine Deneuve no papel de Helène e de John Malkovich que representa o investigador americano, O Convento é uma história cujos os diálogos são da responsabilidade de
Agustina Bessa-Luís, que mais uma vez é co-autora de um filme de Oliveira.

Na seguinte foto vê-se o barco de apoio a transportar pessoas do nosso grupo para o areal da Figueirinha, para 30 minutos de banho, enquanto no barco os cozinheiros tratavam do almoço - uma sardinhada, acompanhada de salada e frescos carapaus, bem como umas febras grelhadas e pão, tudo regado com bom vinho, sumos e águas, no fim a fruta da época e um cafezinho para terminar um almoço delicioso, no meio do rio Sado.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

PASSEIO PELO RIO SADO - OUTÃO

E continuava o passeio no Rio Sado.
Nesta imagem passamos ao largo do PARQUE DE CAMPISMO DO OUTÃO:
O parque do Outão encontra-se a 3km de Setúbal, mesmo encostado à praia. Do outro lado do rio, avistamos a península de Tróia, muito conhecida pelo extenso e branco areal da sua praia. Aqui é possível visitar a Serra da Arrábida, Convento das Freiras de Jesus em Setúbal, a Igreja de S. Julião e o Portinho da Arrábida (7km).
Estrada da Figueirinha - Outão
2900-182 SETÚBAL
Distrito: Setúbal - Concelho: Setúbal - Freguesia: Nossa Senhora da Anunciada
Aqui aproximamo-nos do FORTE DE SANTIAGO DO OUTÃO:
O Forte de Santiago do Outão ou Forte do Outão, localiza-se na barra norte do rio Sado, no Distrito de Setúbal, em Portugal. Integrou, no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje, em termos de turismo, como Costa Azul, e que, no século XVII, se estendia de Albarquel a Sesimbra, complementando a defesa da importante povoação marítima de Setúbal.
No âmbito da completa remodelação da estratégia defensiva do reino implementada sob o reinado de
D. João IV (1640-56), compreendida na defesa da barra de Setúbal, foram-lhe iniciadas novas e amplas obras de modernização e reforço. Para esse fim, lançou-se a pedra fundamental a 30 de julho de 1643, conforme placa epigráfica sobre a porta da Casa da Guarda, no trecho de muralha do lado do mar.


As instalações do antigo forte abrigam ainda o FAROL DO OUTÃO.
Farol do Outão é um
farol português que se localiza no Forte de Santiago do Outão, na margem direita do rio Sado, Setúbal.
Trata-se de uma torre hexagonal com lanterna e duplo varandim. Parte da torre pintada de branco, com a parte superior em pedra; lanterna vermelha. Construída no cimo de um velho forte.
Característica da luz: quatro segundos ligada e dois segundos desligada


Diante das virtudes naturais daquela vertente da serra da Arrábida (insolação, maritimidade, pequena amplitude térmica anual), apropriadas à cura hélio-marítima como compreendido à época, por iniciativa da benemérita rainha, procedeu-se à adaptação da real residência de veraneio para sanatório, quando foram erguidas instalações hospitalares no lugar das antigas casamatas (1900). Iniciavam-se as operações do Sanatório Marítimo do Outão, voltado para o atendimento das tuberculoses óssea e ganglionar. Provisoriamente recebeu crianças do sexo feminino, sendo o atendimento ampliado a crianças do sexo masculino e, posteriormente ainda, a mulheres.
A partir de
1909, o Sanatório foi convertido em Hospital Ortopédico, função que conserva até aos nossos dias (Hospital Ortopédico Sant’Iago Outão).
Durante toda a
década de 1950 foram procedidas intervenções de consolidação, restauro e beneficiação das instalações do Sanatório por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), o que se repetiu em 1986 e 1991. No período de 1996-1997 o mesmo órgão atendeu às dependências da antiga Capela, que data da segunda metade do século XVII, em particular procedendo à recuperação do seu revestimento de azulejos.

Conheço este Hospital como a palma da minha mão, andei anos a caminhar para lá em consultas de Ortopedia, e faz agora em Agosto, 12 anos que estive lá internada durante 8 dias a fazer tracção-pélvica para tratar uma das piores crises de ciática que tive na minha vida.
Ia quase sempre à Capela fazer as minhas orações e muitas vezes para procurar o silêncio, a frescura e o sossego para a minha alma, aproveitava para apreciar os maravilhosos azulejos.
Todas as fotos são minhas e sujeitas a direitos de autor.