terça-feira, 9 de novembro de 2010

IGREJA DE SÃO MARCOS - ZAGREB




Zagreb convive permanentemente com uma parte da cidade medieval conservando as suas marcas, mas uma outra parte segue o ritmo do tempo; as duas partes encontram-se e o encanto aparece, como por magia.
Aconselham-nos a começar a visita, precisamente no centro da cidade, através do contacto directo com a cultura do país no Dolac, o mercado de verduras onde as cores se misturam oferecendo um verdadeiro arco-íris animado.
Perto do mercado encontra-se a Catedral de São Estevão. A igreja data do XX, pois a original, do século XIII, foi destruída por um tremor de terra em 1880. No interior da catedral, podem ser encontrados restos da antiga igreja, incluindo figuras do século XIII, altares de mármore e um púlpito barroco. Depois poderemos visitar o Palácio Arcebispal e umas fortificações do século XVI construídas para a defesa contra os Turcos.
Junto à Torre Lotrscak poderá andar no funicular que liga as partes alta e baixa da cidade, oferecendo magníficas vistas panorâmicas.
(já fiz um post sobre o funicular).
Nesta imagem podemos ver a IGREJA DE SÃO MARCOS, inconfundível com o tecto de azulejos pintados. É um local de interesse turístico.

Para uma próxima visita vou ver tudo aquilo que desta vez não foi possível, como o Museu Mimara, uma das melhores galerias de arte da Europa. Muito perto encontra-se um conjunto de monumentos de grande interesse e beleza, que compreendem o Teatro Nacional Croata, o Museu Etnográfico, a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico.

No último dia em Zagreb tinha a manhã livre e pensei visitar alguns lugares que me pareceram interessantes, mas não deu para tudo e acabei por ir apenas ao cemitério, no regresso queria ir ao Jardim Botânico mas já não deu.
Zagreb merece uma 2ª visita, daqueles city breaks de fim de semana prolongado, 4 dias/3 noites.
Em frente ao edifício do Teatro está o Poço da Vida, esculpido por um famoso artista croata, outra coisa que não vi, pois quando passei junto ao Teatro, foi a visita à cidade de bus e o autocarro não parou, as fotos que fiz foi com o bus em andamento. Daí que, outra vez que eu vá a Zagreb farei muito mais visitas a pé.

sábado, 6 de novembro de 2010

ZAGREB - GRAVATA




Vocês sabiam que a tradicional gravata nasceu na Croácia?
É verdade.
A gravata nasceu no berço dos croatas e até hoje sua influência atinge mais de 600 milhões de homens ao redor do mundo. Desde as mais simples até as mais sofisticadas, as gravatas também passam por colecções, tendências e cores da moda.
A gravata é um importante acessório para os homens, nos negócios, no mundo do trabalho e até mesmo na hora da conquista. Existem muitas mulheres que ficam fascinadas por um homem elegante de fato e gravata.
História:
Em 1635, um grupo de seis mil soldados e cavaleiros chegaram a Paris manifestando seu apoio a Luis XIII e Richelieu. Entre eles havia um grande número de mercenários Croatas que, separados pelo exílio, permaneceram a serviço do rei francês.
Os croatas despertavam a atenção pelo uniforme tradicional que usavam e principalmente pelo curioso xaile amarrado de uma maneira muito exclusiva ao redor dos seus pescoços.
Os xailes eram feitos de vários tecidos, desde os grosseiros tecidos usados pelos soldados ao mais fino algodão e a seda dos oficiais.
A elegante “moda croata” imediatamente conquistou a França, que se regalou por este novo item do vestuário, o qual era, até então completamente desconhecido na Europa.
O que realmente marcou o uso da gravata em grande escala foi a Guerra dos 30 anos, que arrasou a Europa durante o século XVII, entre os aristocratas protestantes, a Boemia Protestante contra o sagrado Império Romano. O exército francês pertencia ao primeiro grupo e era formado quase todo por mercenários, que tinham como parte da sua veste, um tipo de lenço no pescoço. O rei da Inglaterra quando saiu do exílio na França, levou ao seu país a nova moda. Foi quando o uso da gravata invadiu a Europa, onde também teve a ajuda do frio do continente europeu, aquecendo o pescoço dos homens.
Quem está em busca da autêntica gravata Croata, o melhor lugar é Zagreb.
Na capital da Croácia a prestigiada companhia Kravata-Croata segue à risca a antiga tradição dos fabricantes que passa de geração em geração, no senso cultural, como a marca de identificação de uma nação.
As gravatas croatas são feitas somente de seda italiana de alta qualidade, em vários padrões: twill, woven, jacquard. Tudo é feito à mão e são distinguidos pelos seus vários detalhes de precisão e fabricação impecável. A qualidade destas gravatas, o corte, comprimento e padrão alcançaram o nível do mais alto prestígio como marca registrada mundial.
E é por isso que a gravata Croata mantém o seu símbolo com grande orgulho!

sábado, 30 de outubro de 2010

ZAGREB

Além de produções teatrais, o "Teatro Nacional Croata" - Ópera de Zagreb, oferece várias noites de Ópera e Ballet.
O edifício foi construído em 1895 e desde então, tem sido o centro da vida cultural de Zagreb.
Esta imagem foi captada através do vidro do autocarro em andamento, por isso, se virem algum reflexo, é natural.


Zagreb tem imensas esplanadas onde os seus habitantes e turistas convivem.
Aqui, ainda era bem cedo, dia de semana e o relógio da torre marca 10h 20m.




MOEDA OFICIAL DA CROÁCIA



A moeda oficial da Croácia é a KUNA (dividida em 100 lipas).
A unidade divisional da kuna é a lipa;
100 lipas perfazem 1 kuna.
O código ISO 4217 para a kuna é HRK.
1 euro equivale a 7 kunas.

A moeda estrangeira (neste caso, euros) pode ser trocada em moeda local em bancos, casas de câmbio e balcões dos correios, em conformidade com a taxa de câmbio do dia.

Geralmente são aceites todos os principais cartões de crédito (American Express, Diners, Visa e Eurocard/Mastercard), bem como Eurocheques (depois de trocados nos bancos). Aceder a dinheiro através de balcões ATM é também possível nas principais cidades e nos mais importantes centros turísticos da Croácia.

As notas deixei-as lá, mas trouxe no porta-moedas várias moedas de 1, 2 e 5 kunas e muitas moedas de lipas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CROÁCIA



Entre muitas outras coisas, viajar tem a grande vantagem de nos fazer entrar no casulo da descoberta e esquecer, pelo menos momentaneamente, que há vida para além dele.
Quando toda a gente aguardava as notícias sobre a aprovação ou não do orçamento... estava eu a tentar escapar por entre a chuva mas, ainda assim, a deliciar-me com algumas paisagens improváveis. E a pensar em tudo menos na crise, admito.
Regressei ao mundo real na sexta-feira, calmamente fui-me apercebendo das recentes notícias. Mas, nada de ficar em choque, apenas constactar que vem aí uma grande crise.

Contrariando as recomendações dos ministros das Finanças europeus na redução de impostos, a Croácia está no topo da lista de IVA - já 23%; no entanto, existem privilégios que cá nunca tivemos nem havemos de ter, como, p.e., os transportes públicos no centro da capital, Zagreb, serem gratuitos para toda a gente, seja para os turistas ou para quem lá vive e trabalha.

A economia da Croácia baseia-se fundamentalmente em serviços variados e indústria, nomeadamente dos sectores químico, naval e metalo-mecânico.
O turismo é uma grande fonte de receitas.
O produto interno bruto per capita de 2008, em termos de paridade de poder de compra, foi de 18.575 dólares americanos, ou 63,2% da média da União Europeia, segundo o Eurostat. A economia croata é pós-comunista. No fim dos anos 80, no início do processo de transição económica, a sua posição era favorável mas foi fortemente prejudicada pela guerra, essa terminada em 1995.
Os problemas principais incluem o desemprego estrutural e uma quantidade de reformas económicas consideradas insuficientes por alguns economistas.
Particularmente preocupante é o sistema judicial antiquado, em especial no que diz respeito à posse das terras estatizadas no período comunista. Contudo, tais problemas vêm sendo alvo de grande mobilização no sentido de serem resolvidos por reformas legais ocorridas no âmbito das negociações para a entrada do país na União Europeia. Mesmo assim, o país tem vindo a experimentar um crescimento económico rápido em preparação de uma adesão à União Europeia, que já é o seu principal parceiro comercial, sendo, sua economia, considerada pelo Fundo Monetário Internacional como uma economia desenvolvida (high-income).

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CACELA VELHA - IGREJA MATRIZ

A actual Igreja Matriz de Cacela-Velha foi edificada em 1518 sobre as ruínas da primitiva construção medieval, dos fins do século XIII, da qual conserva uma pequena porta lateral ogival, virada a norte.
Fortemente danificada pelo terramoto de 1755, foi reconstruída em 1795.
O pórtico principal, de
estilo renascença, tem esculpidos em relevo os bustos de S. Pedro e S. Paulo.
As duas pilastras laterais são ornadas de carrancas, machados, tridentes, cabeças de anjos, dragões, arcos e aljavas. No interior, as três naves são separadas por arcos de pedra, ogivais, apoiados em colunas de 1,70m de altura, com bases e capitéis oitavados, ornados por hemisférios ou cordas.
Do recheio destacam-se a grade de ferro, decorada com figuras nas extremidades: em cima, S. José; à direita, Nossa Senhora; à esquerda, S. João Evangelista, e, em baixo, Santa Maria Madalena.


Igreja de Nossa Senhora da Assunção
Cacela Velha
Origem em edifício do século XIII de que conserva um pequeno portal lateral gótico. A igreja actual data do século XVI tendo sofrido reconstrução no século XVIII. Pórtico de estilo renascença, com os bustos dos apóstolos São Pedro e São Paulo e pilastras decoradas. Interior de três naves, com arcos ogivais suportados por colunas com bases e capiteis ornamentados com hemisférios e cordas.
Capela de Nossa Senhora dos Mártires com abóboda artesoada e arco de estilo renascença.
Imagem de Nossa Senhora da Assunção (séc. XVIII) e dois Cristos (séc. XVI).
O tesouro sacro inclui uma cruz processional em ferro, decorada com figuras.


A igreja ocupa uma posição invejável, desfrutando-se do seu adro um amplo panorama sobre a ria Formosa a seus pés e estendendo-se a perder de vista para poente.