terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

PARIS (2)

O Arco do Triunfo foi construído por Napoleão Bonaparte em 1836. O monumento é uma homenagem ao Exército Francês e ao próprio Napoleão. Em 1921, foi inaugurada lá a tumba ao soldado desconhecido morto na Primeira Guerra, para lembrar os 1,5 milhões de soldados mortos no conflito. Desde 1923, todos os dias às 18h30, mesmo durante a Segunda Guerra, a Chama da Lembrança é reacesa.

É considerado o maior arco triunfal do mundo, tendo 50 metros de altura e 44 de largura. Nas suas paredes estão gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais e sob ele fica o Túmulo do Soldado Desconhecido.
Um museu anexo conta a história do monumento. Contrariamente ao que alguns possam pensar, ele não é único. Existem vários espalhados pelo mundo, sempre criados para eternizar as conquistas. É uma tradição antiga que remonta ao Império Romano.
O ano passado, na Índia, em Nova Delhi estive junto a um monumento que também parece o Arco do Triunfo, mas que é denominado como “Porta da Índia”.
O monumento domina a Praça Charles de Gaulle, que era conhecida como Place de l'Étoile (do francês "praça da estrela") em razão de seu formato de estrela.
O barão Georges-Eugène Haussmann adicionou sete novas ruas às cinco que já iam ao encontro do arco como parte da renovação feita em Paris no século 19. Radiando do arco, as 12 avenidas se espalham para todas as esquinas de Paris.
É praticamente impossível atravessar a Praça, se alguém decidir cruzar o trânsito maluco de Paris que borbulha em volta do arco.
A característica menos notória do arco é a mais importante agora: uma passagem para pedestres, por baixo da rua, que leva à base do arco.

domingo, 29 de Novembro de 2009

PARIS (1)

A cidade-luz é uma das mais charmosas e românticas de toda a Europa, por isso é uma das mais visitadas pelos turistas.
Logo no transfer para o hotel partilhei a companhia de 3 casais americanos… durante o percurso de autocarro fazendo o City-Tour fui encontrando pessoas de todas as nacionalidades.
No 1º passeio pela cidade, no bairro onde ficava o hotel encontrei 2 senhoras portuguesas, animadamente falando o bom português, uma delas já lá vive há 35 anos e a outra há menos tempo. Disseram logo que eu estava no bairro dos Teatros, Ópera, muitos espectáculos e disseram para ir visitar o Museu Grévin, ali mesmo ao lado; disseram também: se seguir em frente vai dar às Galerias LaFayette…
No hotel, na 1ª manhã encontrei um casal de brasileiros que arrumam e limpam os quartos no hotel.
Antes da viagem fui lendo informação para me ajudar e aprendi alguns conselhos:
1) Sentar-se em frente a um café parisiense e ver a vida passar é o que os franceses mais curtem, principalmente durante o verão. Em qualquer parte da França existe um café em alguma esquina;
Fui em pleno Outono e também vi muitas pessoas sentadas nas esplanadas, porque as esplanadas lá não são iguais às de cá, todas elas têm aquecimento e sabe bem estar ali a ver passar a vida parisiense. Tive o prazer de jantar num local assim e ali fiquei a observar tudo o que me rodeava.

2) Paris é uma cidade perfeita para caminhar.
SIM, apetece mesmo passear; decidi comprar bilhete para 2 dias no City-Tour, para reconhecimento da cidade e depois podia descer e subir todo o dia e mudar de autocarro, pois tinha acesso a 4 rotas diferentes. Deixei-me perder algumas vezes pela cidade, embora também tenha experimentado andar de metro. Precisamente por ter escolhido passear, ainda sobraram bilhetes de metro.


3) Ir à França e não tomar o famoso vinho francês ou não comer o verdadeiro croissant é o mesmo que ir ao Rio e não visitar o Cristo Redentor. Não deixe de experimentar a gastronomia deste país;
Ora bem, posso dizê-lo que já fui ao Rio de Janeiro e não fui lá acima ao Cristo Redentor, vi-o cá de baixo e chegou…quanto à gastronomia francesa, croissant e mil-folhas provei e aprovo, uma verdadeira delícia principalmente os mil-folhas. Vinho, não obrigado. Em pleno Outono dei comigo a beber uma imperial, na esplanada, coisa nada habitual em mim, daí ter-me surpreendido.

4) Como a maioria dos franceses, aproveite os dias de sol e almoce em estilo piquenique em um dos vários parques de Paris. O Jardim de Luxemburgo, por exemplo, é um dos mais lindos da cidade; Comi em estilo piquenique também, mas não ao sol nem tive oportunidade de entrar no jardim de Luxemburgo, passei mesmo ao lado, e vi as enormes filas para entrar, no domingo. Apercebi-me que a entrada é paga…não faço a mínima ideia quanto se paga.

5) Ver o pôr-do-sol sob a Torre Eiffel é uma oportunidade única. Tente subir ao segundo andar e espere o tempo necessário para todas as luzes da cidade começarem a acender ao mesmo tempo. Vale muito conferir!

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

BIBLIOTECA DE ALPIARÇA - EXPOSIÇÃO


Ao longo dos anos sofri uma enorme evolução em termos de não me permitir autocentrar nem ficar demasiado deprimida por o mundo parecer muito negro e impenetrável. Tenho hoje, indubitavelmente, uma perspectiva mais clara da vida. Sei que o que é verdadeiramente importante é a saúde, a felicidade e seguir os instintos de criatividade.
Por falar em criatividade vou montar outra exposição de fotografia.
A exposição procura divulgar o que vivenciei "pelos caminhos da Índia".
Tendo como ponto de partida a fotografia, faço uma reflexão através do tempo sobre imagens que descrevem a solidão dos povos e o significado do seu sofrimento bem como da sua alegria envolvida pela pobreza de géneros necessários à sua sobrevivência, a par da solidariedade e esperança de uma justiça digna.
Nas minhas imagens, através dos percursos da existência quotidiana, está a percepção do fluir do tempo, apanhado no presente instante, um instante denso de passado e futuro, na procura de um verdadeiro destino, capaz de completar e atribuir um sentido à vida.
A mostra de trabalhos também está a ser divulgada no site da Biblioteca de Alpiarça:
e estará patente até ao dia 12 de Dezembro, de 2ª a 6 feira das 10h30m às 12h30m e das 14h30m às 19h, aos sábados das 14h30m às 19h.
Estão todos convidados a comparecer no próximo sábado - dia 21 de Novembro pelas 14h 30m, na inauguração onde estarei presente e à espera do vosso apoio.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

SELO - BLOG INSTIGANTE

Este prémio em forma de "Selo de Reconhecimento" foi criado pelos blogs Osho-br e Koyanisqatsi.
Eu recebi do Amigo Fernando do blog:
http://nothingandall.blogspot.com/



O selo de reconhecimento
Blog Instigante
tem o prazer de premiar os blogs que,
além da assiduidade das postagens
e do esmero com que são feitos,
provoca-nos a necessidade de reflectir,
questionar, aprender
e – sobretudo – que instigam almas e mentes
à procura de conhecimento e sabedoria.
Foi neste sentido que fui nomeada, por alguém que acredita que este blog reune todos estes requisitos. Estou muito grata por isso.
Fiquei incumbida de nomear 7 blogues com estas mesmas características acima descritas. Não acho justo serem apenas 7, por isso decidi que "todos os Seguidores" deste blog sejam nomeados e além desses o selo vai para:
http://filhosdeumdeusmenor.blogspot.com/
http://memoriasvivasereais.blogspot.com/
http://bettybrmartins.blogspot.com/
http://escritariscada.blogspot.com/
http://conversasdaquiedali.blogspot.com/
http://gaspardejesus.blogspot.com/
A todos os meus Parabéns e votos de um excelente fim de semana.
Vou por aí...

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

PARA A MINHA IRMÃ (Filme)

Título Original: My Sister's Keeper
Intérpretes: Cameron Diaz, Alec Baldwin, Abigail Breslin, Jason Patric
Realização: Nick Cassavetes



Sinopse: Sara e Brian Fitzgerald são pais de duas crianças e formam uma família feliz. No entanto, a vida deles muda para sempre quando descobrem que a sua filha de dois anos, Kate, tem leucemia. A sua única esperança é conceberem outra criança, especificamente destinada a salvar a vida da irmã.
O resultado é Anna.
Kate e Anna partilham laços muito mais próximos do que a maioria das irmãs: embora Kate seja mais velha, ela depende da sua irmã. Na verdade, a vida dela depende de Anna. No entanto, Anna, agora com 11 anos, diz “não”. De forma a obter emancipação médica, ela contrata o seu próprio advogado, iniciando um processo judicial que divide a família e que poderá deixar o futuro de Kate nas mãos do destino…


Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora de medula óssea, perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo.


Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã?
Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação?
O filme muda de personagem para personagem de modo que o espectador pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado que está a defender os direitos de Anna.
Um filme que nos deixa a pensar e muito...
Que faria nesta situação? Já pensou nisso?
Saí da sala de cinema convencida que, se estivesse no lugar daquela mãe, não poderia obrigar Anna a continuar a dar a sua vida pela irmã...mas estarei eu certa?

“Um drama de suspense bem estruturado, o romance de Picoult prende a nossa atenção do princípio ao fim.”
“Picoult escreve com um toque de elegância, um olhar penetrante em relação aos pormenores e uma compreensão abrangente da delicadeza e da complexidade das relações humanas.”
Adorei o filme, embora as lágrimas teimassem em correr pela face e sentisse um aperto no peito.

sábado, 7 de Novembro de 2009

THIS IS IT

Sempre que vou ao cinema são "Momentos Perfeitos" na minha vida.
Nunca fui fã de Michael Jackson, embora gostasse de algumas das suas músicas e da forma como ele as dançava. No entanto, estava curiosa em ver este filme, pois adoro dança e música.
Fiquei rendida ao filme-documentário.
Os seus bailarinos são a sua sombra, tudo muito bem coordenado. Adorei!!!
Fui vê-lo no dia seguinte à estreia. Espectacular.
O muito falado documentário da Sony sobre Michael Jackson, This Is It, não conseguiu atrair audiências imensas na América do Norte. Mas no exterior a história foi bem diferente; como era esperado, a base mais forte de fãs que o cantor reteve em outros países ajudou a produzir grandes resultados. O filme, compilado com base em 120 horas de gravações de ensaios de Jackson para a série de shows em Londres que ele estava preparando quando morreu, registrou 68,5 milhões de dólares em bilheterias internacionais nos seus cinco primeiros dias de exibição.
O estúdio apontou para o facto de que This is It superou o recorde de bilheteria para filmes sobre espectáculos musicais, que pertencia até agora a Hannah Montana/Miley Cyrus: Best of Both Worlds Concert Tour.
O documentário, que leva o nome da temporada de 50 shows que Jackson havia planeado realizar em Londres, consiste em cenas que o mostram ensaiando números - em alguns momentos, com muito entusiasmo, no Staples Center, em Los Angeles. As críticas ao filme, dirigido por Kenny Ortega, o director de High School Musical, foram em geral positivas.


"This is it" inclui alguns dos êxitos de Michael Jackson, como "Beat it", "Thriller", "Billie Jean" ou "I just cant stop loving you", recuperados das gravações originais. O alinhamento desta colectânea respeita a ordem pela qual os temas aparecem no filme "This is it".
O segundo disco do álbum "This is it" apresenta quatro temas, entre os quais uma versão "a capella" de "Beat it" e a leitura de um poema por Michael Jackson, recentemente descoberto, intitulado "Planet Earth". São esses mesmos ensaios que integram o filme "This is it", o último testemunho de Michael Jackson, que morreu a 25 de Junho aos 50 anos.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

POETAS NOSSOS MUNÍCIPES

Mais um "MOMENTO PERFEITO" na minha vida, este ano de 2009.
A Câmara Municipal da Moita procedeu ao lançamento do Livro “Poetas Nossos Munícipes”, no passado dia 15 de Setembro, no Auditório Lopes Graça, da Biblioteca Bento de Jesus Caraça, aqui na Moita.
A colectânea tem como objectivo a divulgação da poesia e dos poetas locais e, simultaneamente, incentivar a criatividade literária e o gosto pela escrita. Concorreram 20 participantes (eu incluída) que enviaram 130 poemas, tendo o júri escolhido, por consenso, 66 deles para publicação.
O meu grande orgulho é que enviei 6 trabalhos e 4 deles foram escolhidos pelo júri, estes quatro fazem parte dos 66 publicados no livro.
João Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, lembrou que, em 1997, a Câmara Municipal publicou a primeira colectânea de poemas, dando voz aos poetas do nosso município, uma imensa riqueza que existe no concelho. O presidente da Câmara disse que a poesia é parte integrante das nossas vidas, em que se expressam os afectos, o amor, a revolta, a saudade, a alegria, a raiva e a paixão. “Acreditamos que a poesia faz de nós pessoas mais tolerantes e mais atentas às injustiças do mundo”, crê João Lobo.
O presidente enalteceu também a ilustração da capa do livro, com uma bela fotografia de Teresa Cristina Mourão, participante no "Raid fotográfico" do ano passado, no qual eu também participei.
Em nome do júri, o escritor Miguel Bernardes explicou o trabalho do júri na apreciação e decisão dos poemas recebidos. O escritor referiu as louváveis implicações deste projecto cultural no campo da literatura, da cultura e da faceta humanística do nosso país na procura de uma relação civilizacional com outros povos.
Outro membro do júri, o escritor Alexandre Castanheira, leu alguns poemas do novo livro. Fez também parte do júri, mas não esteve presente nesta sessão de lançamento do livro, o escritor Modesto Navarro. Foi distribuído um livro a cada um dos presentes na sala.

Inscrevi-me num concurso que desafiava os munícipes a participar numa colectânea intitulada “Poetas Nossos Munícipes”, publicada pela Câmara Municipal da Moita.
Esta edição resultou de um desafio lançado pela autarquia, no início do ano, a todos os munícipes com mais de 14 anos com gosto pela poesia, para apresentarem os seus poemas.
A "grande surpresa" foi um dos membros do júri, o escritor Alexandre Castanheira, ter escolhido um dos meus trabalhos para ler ali, publicamente, diante de um auditório com 150 pessoas.
Aqui transcrevo esse poema seleccionado:
PARTIDA

Saí sozinha pelas ruas
Naquela noite quente de Dezembro
Em Moçambique.
Meus últimos momentos
Na terra que me viu nascer.
Se bem me lembro
Seria a minha partida
Para o desconhecido
Para outro Continente.
Viro-me, de repente
Num final adeus,
Num olhar distante,
Comovente,
Triste,
Envolvente!
Encosto-me à porta
Fecho os olhos
E não respiro.
Deixo atrás de mim
Tudo!
Oiço o meu coração
Bater em súplica
Pedindo que não.
Não abandones este lugar
Que será sempre teu.
Mas…já nada podia fazer
Retiro-me.
Naquela manhã fria de Dezembro
Chegava a outro mundo
Ao amanhecer
Em silêncio tremendo
Se bem me lembro!
Com outros desci do avião
De coração apertado
Não sabendo o que me esperava
Um filho pequeno pela mão.
O frio das ruas por onde passava
Pleno Inverno em Lisboa
Gelava a minha alma.
Na nossa frente
Um Natal diferente
Nos aguardava.