domingo, 17 de fevereiro de 2013

A ALDEIA DE ALTE E A POESIA



A aldeia de Alte situa-se no concelho de Loulé, 
para lá do barrocal algarvio 
e espreita com orgulho a Serra do Caldeirão 
a erguer-se a Norte.
Afastada do turístico Litoral, é considerada uma das aldeias 
mais típicas e preservadas do Algarve (e mesmo de todo o Portugal), 
com as suas casas pintadas nas cores correntes da região 
(ocre, almagre, azulão, antracite, destacando-se de um fundo branco), 
as açoteias, as tradicionais chaminés e as ruelas pavimentadas 
em calçada portuguesa.
                                             
                                              Em 1871, nasceu aqui 

o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro, 

cujo retrato se encontra perpetuado 

nos painéis de azulejos do aprazível jardim da Fonte Pequena, 

juntamente com alguns dos seus poemas.



Fonte Pequena e Fonte Grande - Nascentes de água 
(Olho de Boi) que, durante séculos, foram local de encontro 
das mulheres da aldeia para encherem os cântaros de água 
e lavarem a roupa, hoje são um local aprazível 
propício ao repouso e piqueniques. 
Tratam-se de nascentes de água localizadas num pequeno vale 
junto da aldeia de Alte. 
Nas margens da ribeira encontram-se restaurantes, cafés, 
áreas de piquenique e de banhos 
(a represa constitui uma piscina natural). 
As águas da Fonte Grande e da Fonte Pequena 
que dão origem à Ribeira de Alte, 
já                                    fizeram mover os nove moinhos da aldeia.



Ponte de acesso á vila, que passa sobre a ribeira. 
Vejam-se os bandos de patos mudos, patos reais e cisnes 
que passeIam calmamente pela ribeira em busca de comida 
que os transeuntes e residentes lhes atiram à água.... 

É deste ALGARVE INTERIOR que EU ADORO...

Muitas coisas ficaram por ver, mas muitas ficaram na memória. 
É um passeio para fazer só, ou em família, 
mas não esquecer nunca um farnelzito e um livro ou caderno de apontamentos, 
de forma a poder apreciar verdadeiramente este ambiente à nossa volta, 
que tanta gente inspirou...




ESCULTURA de VITOR PICANÇO



28 comentários:

tulipa disse...

Francisco Xavier Cândido Guerreiro (Alte, 3 de Dezembro de 1871 — Lisboa, 11 de Abril de 1953), foi um advogado, dramaturgo e poeta pós-simbolista
Cândido Guerreiro, formou-se em direito na Universidade de Coimbra em 1907
Foi notário em Loulé e em Faro.

Este poeta, que fez parte do grupo da "Renascença Portuguesa" foi também, presidente das Câmaras Municipais de Loulé e de Faro no período compreendido entre 1923 a 1941.

Tem colaboração na revista Alma Nova, que começou a publicar-se em Faro em 1914.

O "Auto das Rosas de Santa Maria", obra de Cândido Guerreiro, foi pela primeira vez representado em 1940 com música de Francisco Fernando Lopes.

Em Alte, terra natal do poeta, existe uma escola designada
"Escola Profissional Cândido Guerreiro" em homenagem ao poeta.

A casa de Cândido Guerreiro em Faro, está em Vias de Classificação pelo IGESPAR.

tulipa disse...

A ribeira que atravessa Alte,
desde a Fonte Grande
à Queda do Vigário,
dá frescura e alegria á aldeia.

É frequente encontrar crianças e adultos a banharem-se e a brincar nas límpidas e frias águas da ribeira.

Encontram-se vários poemas de Cândido Guerreiro - poeta altense, que tantas vezes se inspirou nas suas visitas á Fonte Pequena.

O poeta apreciava particularmente a harmonia bucólica do local,
cujas características ainda hoje se mantêm.

Aliás, foi nesse lugar que a povoação resolveu edificar uma estátua em sua homenagem.

DE-PROPOSITO disse...

Olá
Deambulei por aqui e olhei as bonitas fotografias. Já passei em ALTE mas há bastante tempo que não 'voo' por esses lados. Afinal de contas o passar dos anos 'não perdoam'.
O nome 'TULIPA' lembrou-me um livro antigo 'FINALMENTE', que contava uma histótia de um menino que procurava tulipas no paredão de um dique na HOLANDA, ainda eram diques em terra, e viu um borbulhar como bolas de sabão, Correu a alertar a aldeia e foi considerado um HERÓI porque evitou que houvesse uma inundação nos campos situados abaixo do nível do mar.
-----
Que a felicidade ande por aí.
Manuel

Maria Rodrigues disse...

Quando for ao Algarve foi tentar visitar, parece ser um local encantador. Obrigado pela partilha.
Beijinhos
Maria

Catarina disse...

Também conheço Alte. A última vez que lá fui foi no verão passado. Nunca tomei banho na ribeira. É um passeio muito agradável... como costumam ser todos os passeios! : )

Ailime disse...

Olá Túlipa, são recantos assim que também aprecio. E desta forma belíssima se divulga a nossa cultura e o que mais belo existe no nosso Pais. Obrigada por partilhar. Beijinhos Ailime

aflores disse...

Este post completou de forma brilhante, uma visita que eu fiz há muitos anos a esse local.

Tenho que lá regressar.

Tudo de bom.

:)
;)


Rui da Bica disse...

Quer dizer : um pequeno paraíso tão perto da confusão do Algarve e que eu não conheço ainda !
As fotos são muito apelativas a uma visita ! :))
.

lino disse...

Estive por lá há quase 40 anos e gostei do que vi!
Beijinho

rosa-branca disse...

Olá amiga, cada vez que vejo os seus posts fico sempre mais triste, pois nada conheço. Adorei as fotos então são maravilhosas. Beijos com carinho

Evanir disse...

Tulipa Querida.
Hoje fiz uma postagem para você
realmente tens razão no comentário feito no meu blog.
E justiça seja feita basta a gente ter problemas somos logo esquecidos.
No longo de mais de 7 anos na internet com vários blogs muitos deles deletei mais estou recuperando alguns não para mim sair visitando.
Um já é muito na situação atual que me encontro.
Nunca me esquecerei de ti nunca.
Uma feliz semana beijos,Evanir.

Sofá Amarelo disse...

Um roteiro completo por um local cheio de poesia e de encantos para descobrir - fico com vontade de lá voltar, agora que me despertaste alguns sentidos... obrigado - um beijinhooooo

Maria Luisa Adães disse...

Tulipa

A encontrei e me chamou a atenção o seu problema de saúde e ainda o afastar dos "chamados amigos virtuais ou os mesmo reais".

Estou no google há dois anos, antes estive no sapo onde tenho dois blogs.

Mas há cerca de 1 ano parti duas vértebbras da dorsal e só há uns meses se descobriu o meu problema.

E é grave, (de certo modo) e alterou toda a minha qualidade de vida. Comecei a espassar o que escrevo, já não posso escrever no Sapo e estou no Google onde escrevo
mas não posso visitar amigos, como o fazia e sinto o afastamento de muitos, pois escrever se tornou um tormento. Ainda estou numa tentativa de continuar e continuo,
muito menos, mas o visitar vai acabar, por ser uma realidade presente. Estou proibida de escrever (o que sempre fiz e mais gosto de fazer) e o afastar de amigos já é muito evidente e caminha para o colapso.
Seu problema me tocou e o senti em mim.

Mas Camilo C. Branco quando cegou e no final, tudo se tinha afastado
e ficou com um único amigo.

É próprio das amizades, mas é dificil de aceitar quando nos toca.

Conheço a sua mágoa e vou conhecer cada vez mais, infelizmente...

Quanto à sua sensibilidade e beleza do que nos apresenta
nunca seria de deixar...mas as multidões se dispersam e fogem ràpidamente.

As Fotos são belas. Não conheço Alte e não sabia que no Algarve se podia encontrar tanta beleza que passa despercebida ao caminhante, como eu.

A saúdo e fico feliz por a encontrar. Escrevo poesia no:

http://os7degraus.blogspot.com

gostaria de a encontrar por lá e de não a perder.

Com ternura, Maria Luísa

Papoila disse...

Olá Tulipa!
Por circunstâncias várias da vida andei ausente, mas voltei ao campo e revisito os amigos,
Não conheço Alte e fiquei com grande curiosidade em conhecer quando for ao Algarve.
Beijos

Agulheta disse...

Tulipa! Embora conheça o Algarve pelas praias,este lugar não,É realmente um lugar paradisíaco que convida ao descanso e prazer da natureza.Obrigada por me visitares,os olhos também me tem dado problemas, atualmente melhor mas não devo exagerar.Beijinhos e sempre por aqui.

DE-PROPOSITO disse...

Estive por aqui e revisitei a postagem.
Desejo que tudo vá andando.
Felicidades.
Manuel

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Tulipa;excelentes fotografias de belos lugares....
Cumprimentos

Nilson Barcelli disse...

Não conheço a aldeia e quase nada do poeta.
Mas, pelo teu post, dá para perceber que valerá a pena visitar Alte e o poeta.
Querida amiga, tem um bom domingo e uma óptima semana.
Beijo.

Evanir disse...

Tulipa amiga..
Eu não esqueço de ti minha querida.
Em muitas vezes não consigo mesmo chegar no blog devido meus problemas nas mãos.
de alguma forma tento visitar quem mais precisa de carinho.
Uma abençoada semana beijos,Evanir.

poetaeusou . . . disse...

*
Tulipa,
,
saudades, tenho,
,
a nossa aldeia,
não há ódio nas esquinas,
não se fala na vida alheia,
todos são primos e primas,
,
desconhecia o termo Barrocal Algarvio, termo que me fez regredir
e lembrar-me de um amigo de Loulé,
em que o seu apelido era precisamente Barrocal !
,
uma Tulipa espraiáda, deixo,
*

Dulce disse...

Belos momentos fotograficos estão aqui, momentos esses que nos deixam uma vontade imensa de ir e ver, sentir os cheiros e as vivências locais. Obrigada por me dares a conhecer uma zona do Algarve que ainda não conheço, bjitos e boa semana!

Andradarte disse...

Que local maravilhoso....Fiquei
curioso.....E pensar que conhecia muito do Algarve....!!

vieira calado disse...

Olá, caríssima!
Que coincidência...
O Picanço é meu velho amigo e personagem do Merdock,
e conheci pessoalmente o poeta
(homem de grandes barbas brancas), que morava perto do Liceu de Faro, onde andei, e que gostava de falar com os estudantes.
Beijinho para si!

DE-PROPOSITO disse...

Hoje deambulei por aqui.
E, desejo que a felicidade possível esteja por aí.

Manuel

Maria Rodrigues disse...

Minha amiga passei para saber se já se encontra um pouquinho melhor.
Bom domingo
Beijinhos
Maria

Zé Povinho disse...

Não conheço esta terra bela a confiar nas fotografias que pude ver.
Abraço do Zé

Rosa dos Ventos disse...

Falei de Alte há dias mas nada comparado com esta belo post!

Abraço

. intemporal . disse...

.

.

. fico feliz por a saber tão conhecedora acerca do nosso país .

.

. eu . já não posso dizer o mesmo .

.

. en.vergonhada.mente .

.

. um beijo meu .

.

.