sábado, 3 de março de 2012

TRÓIA, UMA PENÍNSULA POR DESCOBRIR...



TRÓIA, UMA PENÍNSULA POR DESCOBRIR…

Este slogan tem andado na net há algum tempo, desde que a SONAE se apoderou de Tróia e a mudou completamente.

Sempre me senti uma sortuda por viver na outra margem, do lado de Setúbal e ter tantas preciosidades da NATUREZA bem perto, como a SERRA DA ARRÁBIDA - O ESTUÁRIO DO SADO bem como o ESTUÁRIO DO TEJO e TRÓIA.

Entre o Sado e o Atlântico - Banhada pelo Atlântico, Tróia goza de uma situação privilegiada na costa ocidental:

a amenidade que caracteriza as praias da Costa de Azul rivalizam com as suas congéneres algarvias na tranquilidade e temperatura das águas, chegando a suplantá-las na beleza da paisagem que as envolve.

Um mar a perder de vista e areais imensos de dunas douradas separam o oceano de terra firme, da mesma forma que o delta do Sado separa Tróia de Setúbal.

Este delta único é um refúgio para a garça-azul e a garça-real, para além de inúmeras espécies de peixes.

Beleza Natural - Num país famoso pelas suas praias, é bom saber que ainda há lugares como Tróia, poupada à pressão turística de outras regiões, com praias extensas para ser descobertas.

Estendendo-se por uma faixa de excepcional beleza natural tocada apenas pelo mar, elas são um convite irrecusável para desfrutar o que a natureza tem de melhor.

O tempo e os elementos formaram as dunas ao longo dos séculos. A vegetação que aí cresce, protege-as contra a erosão, mantendo o equilíbrio natural e o carácter da paisagem.

Passadiços em madeira conduzem directamente ao mar, como se fossem verdadeiros caminhos para o paraíso. A localização privilegiada de Tróia possibilita uma mistura única de vegetação, onde palmeiras crescem lado a lado com pinheiros, criando refúgios para uma rica diversidade de flora e vida animal.



estas são algumas das fotos que captei na minha travessia do SADO no sábado passado, mas foi a última vez que o fiz, com muita pena minha;

até isso nos querem tirar.

Uma das minhas preocupações é mostrar aos meus netos a beleza natural que nos rodeia, além de ser um prazer.

HÁ VIDA NO RIO SADO

é isso que eu gosto de lhes mostrar, os pescadores na sua faina da pesca bem como outras imagens, mas...não se pode fazer isso devido aos elevados custos.


O novo tarifário dos barcos que fazem a ligação Setúbal/Tróia, com aumentos de cerca de 25 por cento no preço dos bilhetes e de 50 por cento nos passes mensais, entrou em vigor e eu que não me lembrei disso.

Já tinha sentido na pele o aumento dos transportes desde 1 de Fevereiro, pago agora pelo meu passe, para ir trabalhar 110,80€ - é isso mesmo, são 22 contos na moeda portuguesa que dispendo mensalmente para me deslocar para o trabalho.

Fui passear e quando vou em diversão, esqueço-me desses pormenores, o principal era estar em família, e satisfazer alguns dos gostos dos meus netos. Eles já tinham atravessado o Sado comigo no Verão de 2010 nos tais ferries que fazem a ligação de Setúbal a Tróia e adoraram;

desta vez pensei que faria essa viagem mais por eles do que por mim, mas…ficou uma promessa:

Jamais voltarei a atravessar de ferry e com o carro o Sado, foi a última vez.
O novo tarifário anunciado pela Atlantic Ferries, a concessionária dos transportes fluviais entre as duas margens do Sado, decidiu um aumento dos bilhetes individuais de dois para 2,5 euros (passageiros), de 9,60 para 11 euros (viaturas, incluindo o condutor), e, nos passes mensais, de 40 para 60 euros.
Os aumentos são contestados pelos presidentes das câmaras de Setúbal, Maria das Dores Meira (CDU), e de Grândola, Carlos Beato (PS). Os dois autarcas não se conformam com o agravamento dos preços, que consideram excessivos para as populações dos dois concelhos, e prometem contestá-los junto do Governo.


A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, defende também que as contrapartidas do novo Casino de Tróia, que revertem apenas a favor da Câmara de Grândola, deveriam ser partilhadas com o município setubalense e que uma parte desse montante poderia ser utilizado para subsidiar os transportes fluviais entre as duas margens do rio Sado.
Carlos Beato não se compromete com nenhuma resposta, mas admite discutir a sugestão da homóloga setubalense.

A Atlantic Ferries alega que a empresa apresenta prejuízos de 5,7 milhões de euros e que a situação se tem vindo a agravar devido ao aumento do preço dos combustíveis, que já representam 21 por cento dos custos totais, e ao atraso no arranque de diversos projectos turísticos previstos para o Alentejo Litoral, a sul da Península de Tróia.



Chegada ao PORTO de SETÚBAL - ficam estas imagens para a posteridade...

Na imagem abaixo pode-se ver que até os amantes do golf usam o ferry, mas a pé, trazem os seus equipamentos às costas, pois de carro não se pode atravessar de barco o rio...


BELOS TEMPOS em que TRÓIA era para o POVO...!!!

8 comentários:

tulipa disse...

Os preços e os horários dos transportes fluviais para a península de Tróia, assegurados pelos ferrys e catamarans da Atlantic Ferries, empresa do universo empresarial Sonae, têm sido motivo de variadas discussões e tomadas de posição de pessoas e entidades preocupadas com a degradação do serviço público que aquele meio de transporte deve assegurar.

A redução constante do número de viagens entre cada margem não foi, contudo, acompanhada de uma redução do preço dos bilhetes…

Se pegarmos no lápis e fizermos as contas, facilmente se conclui que uma família de quatro pessoas, em que as crianças tenham mais de dez anos, paga + de 16 euros por dia para ir à Tróia.

Se se quiser passar para a outra margem com viatura e voltar, o preço a pagar por uma família de quatro pessoas ascende,
então, a 38 euros (11 x 2 da viatura e do condutor mais 16 euros de três passageiros).

Se o condutor optar, ajuizadamente, diga-se, por ir pela auto-estrada, então terá de pagar 8,10 em portagens no percurso Setúbal-Alcácer-Setúbal e em combustível cerca de 20 euros para os 106 quilómetros de percurso, ou seja,
a festa fica em 28,10 euros,
menos 10 euros do que a viagem de barco.

Se optar por ir pela estrada nacional, ainda mais barato fica…

tulipa disse...

Mais uma vez fica demonstrado que serviço e interesse públicos são coisas para os outros, mas não para a Sonae.

Quando se trata de favorecer os interesses privados do dono do resort, aumentam-se a frequência das carreiras, nem que isso dê prejuízo.

Quando o que está em causa são os interesses das populações da região, nem pensar em aumentar a frequência das carreiras, porque a Atlantic é uma empresa privada e não anda cá para perder dinheiro, ideia com que a APSS até parece estar de acordo.

Enfim, será assim agora, porque com a Transado parece que o rigor nas exigências era outro, em particular no que diz respeito aos horários.
(texto tirado da net)

mfc disse...

Uma das zonas mais lindas e ecologicamente mais frágeis que possuímos!
Uma zona a revisitar mais vezes.
Beijinhos.

Multiolhares disse...

Conheço bem essa zona em tempos morei em Almada a Figueirinha era uma praia que eu adorava
bjs

Baby disse...

Lindas fotos e belíssima descrição do que se pode admirar no rio e de como é agradável esse passeio!
Mas, nada escapa ao aumento dos custos e quase tudo se torna proibitivo, tens razão, minha amiga, mas que fazer? São tempos de contenção, quem sabe virão dias melhores? Não porque os preços possam baixar, mas que os pessoas um dia voltem a ter qualidade de vida...
Tenhamos fé.
Abraço.

O Guardião disse...

Eu já lá não vou há muito tempo e pelos vistos não será tão cedo que lá irei. Fico-me pelas fotos e pela descrição.
Cumps

Sofá Amarelo disse...

E esperemos que continue por descobrir. Quando se enche de gente fujo a sete pés. Tróia é boa do Outono à Primavera!

Manuel Luis disse...

Nunca digas "ultima", pois a última não existe.