Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura neoclássica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arquitectura neoclássica. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Mercado do Bolhão

Sempre que vou ao Porto perco-me dentro do Mercado do Bolhão.
Adoro serpentear por entre as barracas, as lojas, as bancas de legumes, hortaliças, frutas e tudo o mais que lá existe.


Mercado do Bolhão:
ex-libris da Rua Sá da Bandeira, mas também da Rua Formosa, Alexandre Braga e Fernandes Tomás. Bolhão significa "bolha grande", e tem o seu nome origem no local do próprio mercado, edificado sobre uma nascente de água (bolhão) que ali existia. Há dois séculos, onde hoje é o coração da baixa do Porto, ali havia um grande lameiro, parte integrante de uma quinta, propriedade dos condes de S. Martinho, onde serpenteavam ribeiros e algumas serventias, vielas e ruelas já desaparecidas (Travessa das Almas -esta ainda existe-, do Grande Hotel, de S. Marcos e de S. Marçal), de que só restam parcos vestígios. Foi só em 1837 que a Câmara do Porto mandou ali construir um mercado, mas só em 1851 se começaram a edificar as respectivas barracas.

As pombas gostam tanto ou mais do que eu... de ali estar.
O Mercado do Bolhão é um dos mercados mais emblemáticos da cidade do Porto, em Portugal, classificado como imóvel de interesse público em 22 de Fevereiro de 2006.
A construção caracteriza-se pela sua monumentalidade, própria da arquitectura
neoclássica. Os vendedores no mercado distribuem-se por dois pisos. Existem quatro entradas principais a diferentes cotas: a entrada sul dá acesso ao piso térreo, as entradas laterais a um patamar intermédio de escadas que ligam ambos os pisos, e finalmente, a entrada pela Rua de Fernandes Tomás, que dá acesso directo ao piso superior.
O Mercado do Bolhão é vocacionado sobretudo para produtos frescos, sobretudo alimentares. Os vendedores estão divididos em diferentes secções especializadas, designadamente: zona de peixarias, talhos, hortícolas e florais.

A existência do mercado remonta a 1839, quando a Câmara Municipal do Porto pretendeu concentrar, neste local, todos os mercados existentes na cidade. Inicialmente estava ladeado apenas por um gradeamento em ferro.
O actual edifício foi inaugurado em 1914, substituindo o anterior mercado existente no local. A obra foi conduzida pelo arquitecto António Correia da Silva por decisão da primeira vereação republicana da Câmara portuense, presidida por Elísio de Melo.
O edifício do Mercado do Bolhão encontra-se hoje severamente degradado, tendo sido proposta a sua reabilitação e lançado um concurso público para a sua gestão por privados. Todo este processo foi alvo de uma forte contestação.